Trouxe então algumas laranjas verdes e ontem decidi fazer este bolinho para o jantar de feriado em família.
O creme ficou com um sabor diferente do creme de laranja habitual, contudo, muito interessante.
Pareceu-me que aprovaram ...
Os pudins caseiros sempre me fascinaram…
Ter pudim para a sobremesa era sempre sinónimo de qualquer coisa especial: aniversário, almoço de domingo, época festiva. Este pudim é um desses pudins, que me foi servido carinhosamente e numa ocasião igualmente especial!
Saborosíssimo, de textura suave, perfumado, que só de olhar já apetece uma e outra fatia sem parar…
Ingredientes:
1 lata de leite condensado
2 latas de leite
3 pacotes de 2 gramas de Nescafé ( ou caso não tenha nescafé, 6 gramas de outro café solúvel)
6 ovos
caramelo liquido q.b.
Preparação:
Misture a Lata de leite condensado com o leite normal.
Junte o café, os ovos(mexa com um pouco de café os ovos para ficar bem mexidos e adicione).Bata muito bem este preparado.
Barre uma forma de buraco com o caramelo e coloque o preparado anterior.
Leve ao forno em banho-maria a 200º durante 50 min ou na panela de pressão em forma tapada, contando 15 minutos a partir do momento em que levanta pressão.
Levar ao frigorifico 2 horas antes de desenformar.
Depois é só deliciarem-se a cada colherada…
A Dona Rosa presenteou-me com uns belíssimos exemplares de “rabecos”, nome engraçadíssimo pelo qual apelida as suas abóboras ou cabaças. Além disso facilita-nos as receitas porque se dá ao trabalho de as pesar todas com inequívoca exactidão.
Tamanha dedicação à sua produção de rabecos natalícios só podia resultar num pudim com uma cor excepcional e um sabor igualmente divinal como aquele que hoje vos apresento…
Ingredientes:
750 gr de abóbora limpa cortada em pedaços
1 pau de canela
250g de açúcar
5 ovos
1 colher de sopa de maizena
50gr de coco ralado
50 gr de margarina
raspa de uma laranja
caramelo liquido para barrar a forma
Preparação:
Coza a abóbora em água juntamente com um pau de canela. Depois de cozida deixe escorrer bem e passe com a varinha mágica até obter um puré.
À parte junte a maizena com o açúcar e o coco ralado. Adicione estes ingredientes secos ao puré de abóbora, misture bem e adicione depois os ovos, a raspa de laranja e a margarina derretida. Mexa muito bem para incorporar tudo e coloque a mistura na forma caramelizada.
Leve ao forno em banho-maria a 180º, cerca de 1 hora.
Deixe arrefecer e se possível mantenha algumas horas no frio antes de desenformar.
Os sonhos eram eximiamente confeccionados pela minha tia avó, outra das mulheres responsáveis pelo meu amor à cozinha, a par da minha mãe e da minha avó. Mas eram sonhos que continham em si a particularidade de levar uma calda diferente da calda habitual porque era uma calda de vinho tinto. Aliás ela dizia em tom de brincadeira que gostava de “embebedar os sonhos”…
Ingredientes para a massa dos sonhos:
2,5 dl de água
2,5 dl de leite
150 gr de margarina
350 gr de farinha
8 ovos grandes
Casca de limão
Sal q.b.
Óleo para fritar
Ingredientes para a calda:
½ chávena de chá de água
1 chávena de açúcar
1 chávena de vinho tinto de qualidade
1 pau de canela
1 casca de laranja
Preparação dos sonhos:
Leve ao lume, num tacho, a água com o leite, a margarina, a casquinha de limão e uma pitada de sal. Deixe ferver e junte a farinha de uma só vez, mexendo logo e batendo muito bem com colher de pau, para não granular. Mexa bem sobre o lume fraco até que a massa se descole do fundo do tacho.
Despeje então numa tigela , retire a casca de limão e deixe arrefecer.
Junte depois os ovos um a um, amassando sempre e batendo bem a massa que deve ficar fofa.
Deite óleo numa frigideira com cerca de dois dedos de altura. Leve ao lume e deixe aquecer, mas não muito. Seguidamente com uma colher de sopa deite porções de massa no óleo, deixando fritar muito lentamente com o lume no mínimo. Não frite muitos de cada vez pois se crescem bastante não caberão na frigideira. Durante a fritura vá virando os sonhos para ficarem grandes, lourinhos e fofos. Retire, deixe escorrer sobre papel absorvente, disponha num prato e regue com a calda.
Preparação da calda:
Junte na panela a água, o vinho, a casca de laranja, o pau de canela o açúcar e leve a lume médio, mexendo bem devagar, até ferver cerca de 5 minutos. Deixe repousar um pouco fora do lume e regue os sonhos.
A minha avó costumava fazer este pão por altura dos Santos (1 de Novembro) e depois repetia a dose no Natal quando acendia o forno a lenha para cozinhar o Peru e outras iguarias. É um pão simples rústico e muito saboroso que também gosto de fazer na época natalícia, em forno eléctrico claro, e apesar de não ter o mesmo paladar do da minha avó acaba por reavivar a feliz memória de muitos momentos saborosos.
Gosto de os confeccionar para fazerem parte dos meus cabazes de Natal que normalmente ofereço nesta data festiva.
Ingredientes:
Preparação:
Abrir a massa de pão num alguidar e sobre ela deitar os ovos batidos com a manteiga, a canela, a erva-doce, o açúcar e os frutos secos.
Amassar e juntar, pouco a pouco, a farinha necessária para obter uma massa fofa e que se despegue do alguidar.Pôr a levedar cerca de 20 minutos até a massa duplicar de volume.
Tender os pães redondos colocar em tabuleiro polvilhado de farinha e levar ao forno cerca de 20 minutos .
Quantidade – 4 pães pequenos
"Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!"
Ingredientes:
2 ovos
200 gr de açúcar amarelo
100 gr de manteiga
500 gr de farinha sem fermento
raspa de 1 laranja
Preparação:
Mistura-se os ovos com o açúcar, em seguida junta-se a manteiga amolecida a raspa de laranja e a farinha. Amassa-se até ficar numa bola e leva-se 15 minutos ao frio. Depois estende-se com a ajuda de um rolo enfarinhado atingindo uma espessura de 0.5 cm. Com cortadores de biscoitos em forma de estrelas cortam-se e levam-se ao forno em tabuleiros forrados com papel vegetal, até alourarem um pouco.
Para o glacê:
250 gr de açúcar em pó (icing sugar)
2 claras
Misturar bem o açúcar com as claras até obter uma pasta. Se ficar muito liquido juntar mais açúcar. Com a ajuda de uma colher, um palito, estende-se o glacê sobre os biscoitos e decorar a gosto.
“Sentir la pasión
Te derrites con dolor
Sabor a café es el sabor de tu piel
Tus labios canela
Tus besos en la miel …”
Música de Pablo Alborán “Caramelo”
Ingredientes:
8 ovos
250g de açúcar
180g de farinha com fermento
2 colheres (de sobremesa) de canela
1 chávena (de chá) de doce de ovos
Manteiga, açúcar e canela em pó q.b
Preparação:
Ligue o forno a 200ºC. Unte um tabuleiro bem grande (ou dois mais pequenos para a massa ficar fina) e forre-o com papel vegetal, também untado. Bata os ovos com o açúcar. Acrescente-lhes depois a farinha e a canela e bata bem. Verta a massa no tabuleiro e leve ao forno por 20 minutos. Depois de cozida, desenforme a torta cote em tiras, recheie-as com doce de ovos e enrole-as cuidadosamente e corte pequenas tortas. Sirva-as, polvilhada com açúcar e canela em pó.
Uma daqueles bolos simples e deliciosos para o lanche…
Ingredientes:
Preparação:
Ligar o forno a 180º. Forrar a forma com papel vegetal e untar com margarina.
Misturar numa tigela a manteiga, natas, ovos, a raspa de laranja, o açúcar. Bater com a batedeira eléctrica até obter uma textura homogénea. Acrescentar a farinha e o sal e bater mais um pouco à velocidade mínima.
Numa tigela incorporar os frutos secos com duas colheres de açúcar, de preferência amarelo, a canela e uma colher sopa de sumo de laranja.
Espalhar metade da massa na forma, e polvilhar com metade da mistura dos frutos secos. Verter o resto da massa e terminar com a restante mistura de frutos secos.
Levar ao forno cerca de 30 minutos.
A Sericaia é um doce tipicamente alentejano cuja receita é de origem duvidosa: há quem diga que é proveniente da Índia, há quem diga que veio do Brasil. A verdade é que o doce começou a ser confeccionado por dois conventos alentejanos que reclamam a receita original: o Convento das Chagas de Vila Viçosa e o Convento das Clarissas de Elvas. De forma a tornar a rivalidade mais espicaçada, um convento chama ao doce Sericaia e o outro chama Sericá. É que o sabor do doce é único porque tem uma particularidade interessante: a textura fofa do doce é embelezada pelas famosas ameixas de Elvas. Estes frutos, de tradição abastada, e o seu molho de calda, são a junção de sabores únicos que nos levam a fechar os olhos e divagar.
Ingredientes:
0.5 l de leite
70 gr. de farinha
7 ovos
200 gr. de açúcar
3 colheres de sopa de canela em pó
casca de limão
1 pau de canela
Preparação:
Ferve-se o leite com a casca de limão e o pau de canela e deixe arrefecer. Depois dissolva a farinha com uma pitada de sal, num pouco de leite já morno, leve ao lume a engrossar, retire e deixe arrefecer. Noutro recipiente bata as gemas com açúcar até obter creme fofo. Misture o preparado de gemas ao de farinha depois de este ter arrefecido! Bata as claras em castelo e adicione ao preparado anterior com cuidado. Unta-se levemente com manteiga um prato grande de barro ou um recipiente semelhante e deite colheradas desencontradas do preparado. Polvilhe com canela e leve ao forno bem quente, cerca de 220 graus, até começar abrir uma espécie de fendas. Sirva frio, acompanhado de ameixas de Elvas.
“A gente pega o abacate
Bate bem no batedor
Depois do bate-que-bate
Que é que parece? - Côco.
Ô abacate biruta:
Tem mais caroço que fruta! “
Vinicius de Moraes
Ingredientes:
2 chávenas de chá de farinha
2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
3 ovos grandes
meia chávena de mel
meia chávena de açúcar amarelo
duas chávenas de cenoura ralada
meia chávena de abacate ralado
duas colheres de chá de canela
1 chávena mal cheia de óleo
Meia chávena de frutos secos (facultativo)
Preparação:
Misturar todos os ingredientes secos, juntar o mel, os ovos, o abacate, a cenoura e o óleo e então bater tudo muito bem, até obter uma massa homogénea. Deitar num tabuleiro (20x 20 ou semelhante) bem untado e forrado com papel vegetal. Levar ao forno a 180º graus, durante 20 minutos. Cortar em quadrados depois de frio. Polvilhar com açúcar e canela!
São servidos de uma fatia de tarte que guarda em si a textura, aroma e sabor que lembram as pequenas queijadas de Sintra?
Pois esta tarte é a resposta… Confeccionada com massa quebrada ou massa folhada e um recheio em que o queijo fresco é o protagonista, com um toque muito caseiro, ideal para alegrar o lanche num dia que decidiu fugir da Primavera, como o de hoje!
Ingredientes:
1 base de massa quebrada ou folhada
2 queijos frescos grandes (200 gr cada)
350 g açúcar amarelo
4 gemas e 1 ovo inteiro
60 g farinha com fermento
2 colheres chá de canela
Preparação:
Aquecer o forno a 180 ºC.
Forrar uma tarteira com a massa quebrada ou massa folhada. Picar o fundo com um garfo e levar ao forno 10 minutos.
Misturar todos os ingredientes (usei a varinha mágica) triturando muito bem para desfazer o queijo. Rechear a tarte com o preparado obtido. Levar ao forno durante 30 minutos.
Devagar, como se tivesse todo o tempo do dia,
descasco a laranja que o sol me pôs pela frente.
É o tempo do silêncio, digo, e ouço as palavras
que saem de dentro dele, e me dizem que
o poema é feito de muitos silêncios,
colados como os gomos da laranja que descasco…
Nuno Júdice
Ingredientes:
1 embalagem de gelatina de laranja ou pêssego
3 laranjas grandes
Preparação:
Cortam-se as laranjas ao meio. Retira-se a polpa com cuidado para um recipiente. Coloca-se a polpa num passador e espreme-se de maneira a passar só o sumo. Faz-se a gelatina de acordo com as instruções da embalagem mas substitui-se a água fria pelo sumo de laranja. Caso não seja suficiente acrescenta-se água até perfazer as quantidades indicadas na embalagem.Deixa-se arrefecer um pouco a gelatina. Limpam-se bem as cascas das laranjas que vão servir de recipiente e deita-se a gelatina com cuidado. Leva-se ao frio até solidificar. Depois cortam-se em gomos ou servem-se nas próprias cascas como se fossem tigelas.
A última vez que lanchei com a minha querida amiga Célia, improvisei um bolo. Tinham-me sobrado claras e decidi aproveitá-las na confecção do mesmo. Lembro-me da minha decepção ao verificar que não tinha ali um bolo de “encher o olho”. Mas entre lamentos e explicações lá acabei por servi-lo.
A Célia como bom garfo que era, elogiou sem fim, tão “desengraçada invenção”, afirmando mesmo que era provavelmente o melhor dos bolos que eu já lhe tinha dado a provar. Que queria a receita…insistiu por várias vezes que tinha que lhe dar aquela receita, porque também ela se tinha tornado uma aficionada de bolos, principalmente aqueles que fazia com enorme gosto e alegria para os aniversários da criançada, da família,dos amigos.
Planeei levar-lhe o bolo no aniversário assim como a receita que tinha decidido chamar de Bolo Célia. Um simples presente para uma amiga que sabia apreciar mais que ninguém estes gestos, que os valorizava porque era sempre humilde nas suas atitudes, grandiosa no trato com o próximo, apaixonada pelas pequenas grandes coisas da vida.
Não tive tempo para lhe entregar a receita, para a convidar para outro lanche, para falarmos sobre as novidades a fazer nas próximas épocas festivas, para tantas outras coisas…
Contra à sua vontade o corpo cedeu e ela partiu…
Mas a sua doçura para sempre pairará em todos aqueles que tal como eu, tiveram o privilégio de ter saboreado a sua amizade.
Que esta singela receita possa ser uma fatia dessa memória doce, que para sempre nos acompanhará…
Ingredientes:
Bolo:
Creme:
Preparação:
Bolo:
Bater as gemas com o açúcar até obter um creme esbranquiçado. Juntar aos poucos a farinha e o leite. Bater as claras em castelo e envolver suavemente na massa anterior. Untar generosamente com manteiga ou margarina uma forma redonda sem chaminé. Levar ao forno a 180º cerca de 30 minutos. Verificar se esta cozido com o palito.Retirar do forno e desenformar. O bolo “ encolhe” um pouco.
Creme:
Num tachinho derrete-se a manteiga. Retira-se do lume e dissolve-se a farinha na manteiga, de preferência com um batedor de varas para não criar grumos. Adiciona-se o leite, o açúcar , a casca de laranja ou limão e o pau de canela. Leva-se ao lume até engrossar, mexendo sempre. Quando começar a ferver, retira-se e junta-se a gema. Deixa-se arrefecer e com este creme recheia-se o interior do bolo.
O bilharaco é um doce típico da região de Aveiro. É uma espécie de bolinho doce frito, feito com abóbora menina ou como se diz naquela zona “cabaça”.
Dizem que tem origem na palavra belharocas, «covas feitas pela acção do tempo, onde se acolhem animais», pois ao serem fritos apresentam uma série de covinhas.
Usualmente são confeccionados no Natal porque é a época de maior abundância de abóboras e porque são reconfortantes ao serem comidos quentinhos, acabados de fritar.
Não estamos no Natal, eu sei, mas as actividades hortícolas do meu pai continuam a produzir as saborosas “cabaças”. Sendo assim apeteceu-me experimentar mais esta receita tradicional com que há algum tempo um amigo Aveirense de tanto me falar me vinha criando “água na boca”. E devo dizer que tem razão, são realmente deliciosos!!!
Ingredientes:
Preparação:
Nota: Esta receita rende muito, por isso aconselho a fazer metade da mesma.