segunda-feira, 7 de maio de 2012

Algumas incursões pela colorida Pasta De Açúcar!

A pasta de açúcar, mais conhecida como SUGARCRAFT (Artesanato em Açúcar) é a arte que utiliza o açúcar como matéria-prima para modelar tudo aquilo que a nossa imaginação e criatividade permitirem.

A Pasta de Açúcar também conhecida por Pasta Americana, foi evoluindo e neste momento já não é apenas uma cobertura sólida, mas uma pasta com enorme variação de cores e formas, que permite modelos e temas para todos os gostos e ocasiões

Desde bonecos, flores e objectos, tudo pode ser moldado a partir de um pedaço de Pasta de Açúcar. Para facilitar este artístico trabalho existe um grande número de cortantes e outros utensílios. 

Locais onde se pode adquirir a pasta e utensílios:

http://www.decordoce.com.pt/

http://www.pasgelpan.com/www/index.html

http://www.istofaz-se.pt/site//index.php?option=com_content&task=view&id=198&Itemid=78

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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Doces Temperos foi à TV…

Um dia especial para mim, para a divulgação do Doces Temperos no programa “Querida Júlia” no canal SIC. Uma experiência muito gratificante  complementada com a presença da doce e muito simpática Isabel Salvador do blog    http://receitinhasdabelinhagulosa.blogspot.pt/

Ela que apresentou uma lindíssima e primaveril tarte de frutas, eu que levei uma tigelada beirã. Sobremesas fáceis mas com muito sabor e encanto!

Um dia que vai ficar nas nossas memórias…

http://sic.sapo.pt/proj_queridajulia/Scripts/videoplayer.aspx?videoid=%7B6DDE4DF2-8764-4A87-865F-EE0D5FD29CFD%7D

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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Gomos de gelatina de laranja

Devagar, como se tivesse todo o tempo do dia,

descasco a laranja que o sol me pôs pela frente.

É o tempo do silêncio, digo, e ouço as palavras

que saem de dentro dele, e me dizem que

o poema é feito de muitos silêncios,

colados como os gomos da laranja que descasco…

Nuno Júdice

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Ingredientes:

1 embalagem de gelatina de laranja ou pêssego

3 laranjas grandes

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Preparação:

Cortam-se as laranjas ao meio. Retira-se a polpa com cuidado para um recipiente. Coloca-se a polpa num passador e espreme-se de maneira a passar só o sumo. Faz-se a gelatina de acordo com as instruções da embalagem mas substitui-se a água fria pelo sumo de laranja. Caso não seja suficiente acrescenta-se água até perfazer as quantidades indicadas na embalagem.Deixa-se arrefecer um pouco a gelatina. Limpam-se bem as cascas das laranjas que vão servir de recipiente e deita-se a gelatina com cuidado. Leva-se ao frio até solidificar. Depois cortam-se em gomos ou servem-se nas próprias cascas como se fossem tigelas.

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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Bolo Célia

A última vez que lanchei com a minha querida amiga  Célia,  improvisei um bolo. Tinham-me sobrado claras e decidi aproveitá-las na confecção do mesmo. Lembro-me da minha decepção ao verificar que não tinha ali um bolo de “encher o olho”. Mas entre lamentos e explicações lá acabei por servi-lo.

A Célia como bom garfo que era, elogiou sem fim, tão “desengraçada invenção”, afirmando mesmo  que era provavelmente o melhor dos bolos que  eu já lhe tinha dado a provar. Que queria a receita…insistiu por várias vezes que tinha que lhe dar aquela receita, porque também ela se tinha tornado uma aficionada de bolos, principalmente aqueles que fazia com enorme gosto e alegria para os aniversários da criançada, da família,dos amigos.

Planeei levar-lhe o bolo no aniversário assim como a receita  que  tinha decidido chamar de Bolo Célia. Um simples presente para uma  amiga que sabia apreciar mais que ninguém estes gestos, que os valorizava porque era sempre humilde nas suas atitudes, grandiosa no trato com o próximo, apaixonada pelas pequenas grandes coisas da vida.

Não tive tempo para lhe entregar a receita, para a convidar para outro lanche, para falarmos sobre as novidades a fazer nas próximas épocas festivas, para tantas outras coisas…

Contra à sua  vontade o corpo cedeu e ela partiu…

Mas a sua doçura para sempre pairará em todos aqueles que tal como eu,  tiveram o privilégio  de ter saboreado a sua amizade.

Que esta singela receita possa ser uma fatia dessa memória doce, que para sempre nos acompanhará…

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Ingredientes:

Bolo:

  • 220 gr de açúcar
  • 150 gr de farinha com fermento
  • 4 gemas
  • 8 claras
  • 1 colher sopa de leite

Creme:

  • 2 colheres sopa de margarina ou manteiga
  • 2 colheres sopa farinha
  • 3 colheres sopa de açúcar
  • 3 chávenas de chá de leite
  • 1 gema
  • 1 casca de limão ou laranja
  • 1 pau de canela

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Preparação:

Bolo:

Bater as gemas com o açúcar até obter um creme esbranquiçado. Juntar aos poucos a farinha e o leite. Bater as claras em castelo e envolver suavemente na massa anterior. Untar generosamente com manteiga ou margarina uma forma redonda sem chaminé. Levar ao forno a 180º cerca de 30 minutos. Verificar se esta cozido com o palito.Retirar do forno e desenformar. O bolo “ encolhe” um pouco.

Creme:

Num tachinho derrete-se a manteiga. Retira-se do lume e dissolve-se a farinha na manteiga, de preferência com um batedor de varas para não criar grumos. Adiciona-se o leite, o açúcar , a casca de laranja ou limão e o pau de canela. Leva-se ao lume até engrossar, mexendo sempre. Quando começar a ferver, retira-se e junta-se a gema. Deixa-se arrefecer e com este creme recheia-se o interior do bolo.

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domingo, 25 de março de 2012

Tarte de Maçã – Appeltaart (receita holandesa)

Esta receita holandesa de tarte de maçã é uma das minhas  favoritas. Foi  retirada de um livro de culinária holandês que uns amigos holandeses me ofereceram aquando de uma das minhas visitas aquele pequeno e original país.

Ao confeccioná-la  veio-me à memória,  estar sentada  numa encantadora esplanada à beira de um canal de Delft, (lindíssima cidade holandesa), saboreando uma fatia de appeltaart acompanhada de um delicioso chá..sem dúvida uma daquelas sensações indescritíveis…

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Ingredientes:

Massa

350g de farinha

150 g de açúcar

200 g de manteiga ou margarina amolecida

2 gemas de ovo

Recheio

100 g de passas

1 dl de sumo de laranja

1 kg de maçãs

1 colher de farinha

3 colheres de sopa de açúcar

4 colheres de geleia ou doce de pêssego

IMG_0149 Preparação:

  • Juntar a farinha, o açúcar, a manteiga, a gema e amassar rapidamente.
  • Formar uma bola e deixar repousar 5 min.
  • Num pequeno tacho misturar as passas, o sumo de laranja, a canela, as colheres de açúcar e a colher de farinha e deixar ferver 5 min.
  • Descascar as maçãs e cortá-las em pequenos cubos. Misturar as maçãs com a calda de passas.
  • Forrar uma forma amovível (24 cm de diâmetro) com a massa. Os lados tem que ter pelo menos 4 cm de altura.
  • Deitar o recheio de maçã.
  • Levar ao forno a uma temperatura de 175 graus cerca de 40 minutos, até ficar douradinho. Retirar e pincelar imediatamente com a geleia.
  • Aconselho a servir com uma bola de gelado de nata.

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terça-feira, 20 de março de 2012

Bilharacos

O bilharaco é um doce típico da região de  Aveiro. É uma espécie de bolinho  doce frito, feito com  abóbora menina ou  como se diz naquela zona “cabaça”.

Dizem que tem origem na palavra belharocas, «covas feitas pela acção do tempo, onde se acolhem animais», pois ao serem fritos apresentam uma série de covinhas.

Usualmente são confeccionados no Natal porque é a  época de maior  abundância de abóboras e  porque são reconfortantes ao serem comidos quentinhos, acabados de fritar.

Não estamos no Natal, eu sei, mas as actividades hortícolas do meu pai continuam a produzir as saborosas “cabaças”. Sendo assim apeteceu-me experimentar mais  esta receita tradicional com que há algum tempo um amigo Aveirense de tanto me falar  me vinha criando “água na boca”. E devo dizer que tem razão, são realmente deliciosos!!!

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Ingredientes:

  • 400 gr de abóbora menina cozida e bem escorrida (se necessário deixar escorrer de um dia para outro)
  • 400 gr de farinha sem fermento
  • 12 ovos
  • 250 gr açúcar
  • 50 gr de maisena
  • 1 colher de sobremesa de fermento em pó
  • Raspa de uma laranja
  • 1colher de sobremesa de aguardente ou vinho do porto
  • Açúcar e canela a gosto
  • 50 gr de nozes, passas ou pinhões (facultativo).
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    Preparação:

    • Amassamos a abóbora com um garfo, juntámos a farinha aos poucos e esmagamos com as mãos.
    • Acrescentamos 6 ovos e amassamos um pouco mais. 
    • Juntamos o açúcar, a maisena e mais 6 ovos previamente batidos e mexe-se com a colher de pau. Adiciona-se por fim o fermento. Se  optar pelos frutos secos acrescente-os nesta fase.
    • Aquecemos a fritadeira e quando estiver bem quente, com a ajuda de uma colher de sopa cheia, vertemos porções de massa.
    • Convém referir que a massa fica um pouco liquida mas é mesmo assim.
    • Não se devem fritar muitos de uma vez. 
    • Quando começarem a ficar douradinhos, tiram-se da fritadeira, escorrem-se bem em papel absorvente e passamos por açúcar e canela.

    Nota: Esta receita rende muito, por isso aconselho a fazer metade da mesma.

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    domingo, 18 de março de 2012

    Bolo Finto Alentejano

    Após alguns meses de interregno as receitas Doces Temperos estão de volta…Neste período de ausência foram-se acumulando novos sabores e saberes, curiosidades, recolha de muitas receitas, algumas já  caídas no esquecimento. Enfim, muitas experiências que terei o enorme gosto de voltar a partilhar.

    Para começar mais uma receita Alentejana, o bolo Finto, que tem origem na palavra fintar que significa levedar, dado que é um bolo que necessita de levedar muitas horas.

    Habitualmente confeccionado na altura da Páscoa  para  presentear os familiares e amigos, também se costumava oferecer nos casamentos aos convidados como agradecimento pela sua presença.

    Apresenta um formato redondo, no entanto  há quem lhe dê outras formas curiosas  como lagartos ou ferraduras.

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    Ingredientes:
    12 ovos
    750 g de açúcar ,  2,5 kg de farinha
    70 g de fermento de padeiro
    2,5 dl de leite
    2 dl de azeite
    1 cálice de aguardente
    1 colher de chá de canela 
    1/2 colher de sobremesa de erva-doce
    Raspa de um limão,sal, ovo

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    Preparação:

    • Batem-se os ovos com o açúcar.
    • Adiciona-se o fermento previamente diluído num pouco de água quente, o leite, o azeite, a aguardente, sal, canela e erva-doce.
    • Num tacho grande aquece-se esta mistura em lume brando. Retira-se do lume e adiciona-se a farinha aos poucos.
    • Amassa-se bem até a massa formar bolhas. Abafa-se com um pano  e deixa-se levedar (fintar) cerca de 6 horas.
      Tendem-se os bolos, redondos ou com outros formatos.
    • Era hábito colocarem-se  num tabuleiro sobre um pano tipo lençol de linho que formava pregas  a dividi-los para não se pegarem.
    • No entanto e se não quiserem ter tanto trabalho podem colocá-los  sobre papel vegetal mas separados cerca de três dedos uns dos outros.
      Mantêm-se assim mais 3 a 4  horas até crescerem. Depois faz-se um golpe em cruz,  pincelam-se com ovo,  e cozem-se em forno moderadamente aquecido cerca de 1 hora.
    • Esta receita dá para 5 bolos médios.