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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Pãezinhos recheados com farinheira e queijo creme com ervas finas



Farinheira e pão... Dois imprescindíveis  da nossa gastronomia!
A farinheira é um enchido cuja  autoria se atribui aos  judeus portugueses. Estes, no tempo em que decorria a inquisição, elaboravam e consumiam a farinheira como forma de simularem o consumo de carne de porco, dado que esta é a grande parte do seu recheio assim como de outros enchidos.
A farinheira como o seu próprio nome indica, leva na sua composição farinha, que tanto pode ser de trigo como de milho, de forma a conseguir-se uma massa à qual  é adicionada massa de pimentão, colorau e vinho para além da gordura de porco. Nalgumas regiões é também frequente a adição de sumo de laranja.
Quanto à sua preparação sabe-se que esta composição é metida dentro de tripas previamente preparadas, mas que tem uma particularidade e que faz a diferença dos outros enchidos: a tripa não é completamente cheia. Para terminar, a sua cura é feita no fumeiro tal como os outros enchidos que conhecemos. No que se refere à conservação o melhor mesmo é deixa-la num lugar bem fresco para que não azede.
Nesta  receita juntei a farinheira ao pão para confeccionar uma entrada  que é uma verdadeira tentação!!!


O que leva:

1 farinheira
4 pãezinhos tipo bolinhas de trigo
1/2 cebola pequena, muito bem picada
1 dente de alho picado
2 colheres sopa de queijo creme com ervas finas ( tipo philadelphia)
2 colheres de sopa natas ou leite
1 fio de azeite 
Oregãos q.b.
Tomilho q.b.
50 g de azeitonas pretas picadas
150 g de queijo  picado grosseiramente




Como se faz:

Comece por retirar a parte superior do pão, de modo a que fique com uma espécie de taça. Retire todo o miolo do seu interior e reserve as tampinhas de pão.
Aqueça um fio de azeite e junte-lhe a cebola e o dente de alho, picados, deixe-a amolecer e acrescente  a farinheira, sem pele e desfeita. Mexa, em lume brando, regue com o leite ou as natas, misturando bem. Junte as azeitonas, tempere com uma pitada de sal e os oregãos, envolva tudo bem e deixar cozinhar, em lume brando, até o molho ter uma consistência espessa. Por fim, acrescente o tomilho e, se achar necessário, retifique o sal.
Recheie o pão, polvilhe-o com o queijo ralado grosseiramente e leve-o ao forno, pré-aquecido a 180ºC, durante 10 minutos ou até gratinar e alourar um pouco.
Sirva quente acompanhado de tostas ou com o próprio pão



domingo, 14 de julho de 2013

Cachitos

Esta é uma a receita de uns pãezinhos que provei na região de Aveiro. Trazida pelos imigrantes da Venezuela, é hoje uma iguaria presente em muitas confeitarias, consumida essencialmente ao pequeno almoço e ao lanche.DSC08331

Ingredientes:


• 350g de farinha
• 1 ovo
• 1,5 dl de leite
• 75g de manteiga
• 25g de fermento de padeiro
• 1 colher de chá de sal
• 2 colheres de sopa de açúcar
• 200g de fiambre aos cubinhos
• 200g de queijo aos cubinhos
• 1 gema de ovo e um fio de leite para pincelar

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Preparação:

Dissolver o fermento no leite morno. Numa tigela grande, deitar a farinha e abrir um buraco no meio.Deitar todos os ingredientes excepto a gema de ovo e uma colher se sopa de leite que se reserva  para pincelar.
Amassar muito bem massa  e esta está boa quando deixa de se colar nas mãos. Deixar a massa levedar num local quente e tapada.
Esticar a massa numa bancada polvilhada com farinha e cortar triângulos, que depois são cobertos com o queijo e fiambre picados, dobrando-se as beiras para cima destes para que não escapem para fora quando o queijo derreter.
Começar a enrolar pela parte mais larga até à ponta do triângulo.
Levar ao forno a 180ºC, por cima de uma folha de papel vegetal ou tapete de silicone, bem pincelados com a gema batida com o leite, durante 15 minutos ou até estarem bem douradinhos.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Vianinhas Doces

“Um pãozinho que afinal não quis ser pão porque quis ser uma menina: leve, delicada, docinha…a Vianinha!”

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Ingredientes:

  • 500 g de farinha de trigo
  • 100 g de manteiga
  • 1 pacote de fermento padeiro biológico seco (fermipan por exemplo)
  • 100 g de açúcar
  • 2,5 dl de leite gordo
  • 1 ovo para pincelar
  • Raspa de limão
  • Uma pitada de canela
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Preparação:


Deite a farinha num recipiente e abra um buraco ao centro. Dissolva então nesse centro o fermento com um pouco de leite morno e um pouco de farinha.
Deixe levedar esse pedaço de massa durante 40 minutos.
Junte depois o leite que resta, o açúcar e a manteiga derretida.
Amasse e bata a massa até esta despegar-se das mãos (se necessário, junte mais um pouco de farinha).
Deixe levedar em local aquecido e, quando a massa tiver alcançado o dobro do volume, amasse-a novamente um pouco.
Corte a massa em bocados iguais, dê-lhes a forma de bolinhas e junte 5 em redor de uma ao centro como se de uma flor se tratasse, coloque num tabuleiro untado de manteiga.
Pincele com ovo e deixe levedar mais 10 minutos.
Coza em forno quente durante  25-30 minutos. Polvilhe com açúcar em pó.

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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Sopa Seca Doce

Numa conversa animada sobre os sabores que nos habitam a memória e que lentamente vamos esquecendo, um amigo falou-me numa iguaria da sua terra natal, que até ai eu desconhecia, a sopa seca doce.

É mais uma curiosidade da rica cozinha tradicional portuguesa, cuja origem se radica, segundo testemunhos orais e que se transmitem de geração em geração, no hábito que tinham as famílias mais humildes e de parcos recursos económicos, de prepararem uma sobremesa que estivesse ao alcance das suas bolsas e que satisfizesse as suas aspirações gastronómicas, principalmente em dia de festa.

Doce à base de pão de trigo velho, possui algumas variantes já que em determinadas regiões do pais como o litoral norte, é confeccionada com o caldo do cozido à portuguesa e no interior norte  com água adocicada com açúcar e aromatizada  com vinho doce e casca de limão. Para se apresentar com o seu sabor original deve  ser confeccionada de preferência  em forno a lenha e deve ser saboreada ainda morna.

Chamada a sobremesa dos pobres, a sua singeleza remete-nos para uma riqueza de  paladar e  aromas, levando-me a recomendar-vos veementemente  que não deixem de experimentar  esta raridade da nossa gastronomia.

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Ingredientes:
1 pão tipo alentejano, Mafra ou outro

400 gr de açúcar amarelo

1 litro de caldo do cozido 

raspa de 1 limão

canela q.b.

meio cálice de um vinho doce (facultativo)

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Preparação:

Corta-se o pão em fatias grossas (cerca de dois dedos de espessura).
Coloca-se a água a ferver com casca de 1 limão e metade do açúcar.
Numa caçarola de barro, polvilha-se o fundo de açúcar  e canela
Cobre-se com uma camada de pão seco e  polvilha-se novamente com açúcar e canela (abundante) até a caçarola se apresentar quase completa.

Deitar o caldo pressionando levemente o pão para absorver o mesmo. Para ver se estão bem molhadas, carregue num dos lados o pão, e deve-se ver a água. Levar ao forno bem quente (200º) cerca de 1 hora. Quando tostar por cima, está pronto. Deixe arrefecer um pouco e sirva.

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Rosca Simples

Quanto mais "doce" estiver o pão, melhor canta o coração.

Esta rosca é uma espécie de pão doce que nos alegra o coração quando sai quentinha do forno e a barramos com manteiga que se derrete na massa fofa e ... nas nossas bocas!

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Ingredientes:

500g de farinha de trigo
50g de fermento biológico fresco (de padeiro)
meia  chávena de (chá) de água, aproximadamente
100g de margarina 
2 ovos
100g de açúcar
1 pitada de canela

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Preparação:

Coloque num recipiente 50g de farinha de trigo, o fermento e um pouco de água, mexa e deixe levedar.
Noutro recipiente Ponha a restante farinha, abra uma buraco ao centro e deite a massa levedada, a margarina, os ovos, o açúcar e a canela e amasse bastante, cerca de 5 minutos, até obter uma massa macia e elástica.
Cubra-a com um pano e deixe levedar 30 minutos. Depois de levedada forme pequenos rolos e enrole-os desenhando uma espécie de flor na forma. A forma deve ser levemente untada com margarina.

Pincele com ovo batido e polvilhe de açúcar.

Vai ao forno a 200º cerca de 15 minutos ou um pouco mais.

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Panetone

O panetone é um alimento tradicional da época de Natal principalmente de Milão, no norte de Itália. Uma antiga lenda diz que o panetone foi criado no século XVII por um padeiro da região da Lombardia chamado Toni que se apaixonou por uma moça e para impressionar o seu sogro criou uma nova receita de pão recheada com frutas cristalizadas. Com o passar do tempo esse pão recebeu o nome de "pao di toni" ou seja o pão do toni que actualmente é chamado de panetone.

DSC02254 O ano passado quando estive em Milão por esta altura, verifiquei in loco que  o panetone é como o bolo rei em Potugal, todas as confeitarias e pastelarias têm a sua receita especial. Por isso este ano decidi também fazer o meu panetone e devo dizer que foi uma agradável surpresa.

Experimentem e poderá ser mais uma ideia interessante para oferecer este Natal.

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Ingredientes: ( 3 panetones médios ou 5/6 pequenos)

MASSA DE FERMENTAÇÃO:

- 1 chávena (chá) de água
- ½ chávena (chá) de farinha de trigo
- 80g de fermento biológico fresco (de padeiro)


INGREDIENTES PARA A MASSA PRINCIPAL:
- 1 chávena (chá) de água misturada com sumo de meia laranja
- 1 chávena (chá) de açúcar
- 8 gemas
- 1 chávena (chá) de margarina amolecida
- 1 kg de farinha de trigo
- 2 chávenas de  (chá) de frutas cristalizadas e frutos secos

 

Preparação:

1.Prepare a massa de fermentação: Esfarele numa tigela funda o fermento biológico. Junte a  farinha de trigo. . Acrescente  a água morna e misture até obter uma massa de consistência rala (semelhante à massa de panquecas).

2. Cubra   e deixe descansar em lugar  aquecido. Nos dias frios e húmidos , aqueça o forno 5 minutos, desligue e coloque a massa, coberta com um pano, dentro do forno para crescer melhor.

3. Depois de 20 a 30 minutos, a massa dobra de volume.

4. À parte, bata a manteiga . Junte o açúcar, as gemas e a água aos poucos, sem parar de bater, até que fique uma mistura fofa e homogénea.

5.  Acrescente a massa de fermentação com uma colher de pau ou espátula.

6. Adicione, aos poucos, a farinha de trigo peneirada, mexendo sempre após cada adição;

7.  A massa deve ser bastante amassada para ficar consistente e elástica e se despegar da tigela. Cubra e deixe repousar num lugar aquecido até  dobrar de volume. Estará fofa e leve e, ao ser pressionada, ficará com a marca dos dedos.

8.  Junte então as frutas cristalizadas e os frutos secos com movimentos de baixo para cima.

9. Escolha o tamanho da forma redonda que mais lhe agradar e forre-a com papel vegetal  em que este tenha o dobro da altura da forma.( ver 1ª foto)

10. A massa não pode ultrapassar 2/3 da forma.Deixe levedar cerca de 30 minutos e leve ao forno a 180º nos primeiros 15 minutos. Diminua a temperatura  do forno para 150ºC e coze por mais 30 minutos. Deixe arrefecer e só depois desenforme.

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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Pãezinhos de maçã

Felizmente tenho a sorte de ainda poder comer maçãs totalmente "ao natural" ou como se diz agora, biológicas. O meu pai  dedica parte do seu tempo de reformado à Horta que têm nos quintal e nela podemos encontrar um pouco de tudo incluindo árvores de fruto. Por isso todos os anos temos "fartura" de maçãs, riscadinhas, amarelinhas,mais redondinhas, menos redondinhas, que não conseguem competir com a beleza aparente  das enormes e lustrosas maçãs normalizadas, mas só pelo aroma que deixam na minha cozinha fazem adivinhar o quanto saborosas são. Com tantas maças não podia deixar de fazer umas receitazinhas e estes pãezinhos pouco doces são uma opção muito saudável e deveras apetitosa.
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Ingredientes: 
2 chávenas de farinha com fermento
meia chávena de açúcar amarelo
2 chávenas de maçãs raladas
meia chávena de óleo
2 ovos
1 colher de chá de canela
meia colher de chá de noz moscada
meia chávena de frutos secos (nozes, passas, avelãs, o que tivermos em casa)
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Preparação:
Numa tigela junta-se o açúcar com a farinha, a canela e o cravinho. Abre-se um buraco ao centro e nele deitam-se os ovos, o óleo, a maçã e os frutos secos. Com uma colher de pau vai-se envolvendo a massa até ficar bem húmida. Liga-se o forno a 180º e deita-se a massa em forminhas untadas com manteiga. Coze cerca de 15 a 20 minutos.
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Pãezinhos de Abóbora com Frutos Secos

O meu pai que tem uma horta à qual dedica parte do seu tempo de reformado, este fim de semana presenteou-me com uma enorme abóbora-menina. A abóbora é um fruto que eu acho paticularmente curioso pelo seu generoso tamanho e porque é muito versátil pois dele aproveita-se a casca, a polpa e as sementes. Em Portugal as abóboras mais utilizadas na alimentação são a abóbora menina e a abóbora gila.
No entanto a abóbora não é um fruto de origem europeia. Tal como muitos outros foi trazida na época das Descobertas já que é originária do continente americano, e era parte da base da alimentação das civilizações Asteca, Inca e Maia.

Em relação a esta receita devo dizer que são uns pãezinhos deliciosos, muito fofinhos, principalmente se forem consumidos no próprio dia. Depois ficam menos fofos mas não deixam de ser igualmente apetitosos. Eu utilizei uma parte de farinha de centeio mas se não a tiverem à mão podem substituir a quantidade indicada por farinha de trigo.

Ingredientes:

200 gr de puré de abóbora

100 gr de farinha de centeio

400 gr de farinha de trigo

sumo de 1 laranja

25 gr de fermento de padeiro

1 dl de óleo

2 dl de água morna

1 colher de chá de canela

1 colher de café de erva doce

50gr de passas

50 gr de nozes picadas


Preparação:
Numa tigela grande misturar as farinhas. Abrir um buraco no meio onde se deita o fermento dissolvido num pouco de água morna. mistura-se com um pouco de farinha e deixa-se repousar cerca de 15 minutos.
Depois acrescenta-se o açúcar, o puré de abóbora, o óleo, o sumo de laranja, a canela e a erva doce. Amassa-se muito bem e vai-se juntando aos poucos a água morna até que a massa forme uma bola e se despegue da tigela. Se precisar um pouco mais de farinha vá juntando ou então não adicione toda a água. Deixa-se a massa levedar para o dobro e depois volta-se a amassar mais um pouco e junta-se os frutos secos. Tendem-se pequenas bolas que se colocam num tabuleiro untado de manteiga, com algum espaço entre elas para não colarem e deixam-se levedar mais meia hora. Pincelam-se com ovo batido e levam-se ao forno a 200ºC até alourarem como na foto.