500 g de amêndoa em pó
200 g de doce de ovos
2 claras


A Dona Rosa presenteou-me com uns belíssimos exemplares de “rabecos”, nome engraçadíssimo pelo qual apelida as suas abóboras ou cabaças. Além disso facilita-nos as receitas porque se dá ao trabalho de as pesar todas com inequívoca exactidão.
Tamanha dedicação à sua produção de rabecos natalícios só podia resultar num pudim com uma cor excepcional e um sabor igualmente divinal como aquele que hoje vos apresento…
Ingredientes:
750 gr de abóbora limpa cortada em pedaços
1 pau de canela
250g de açúcar
5 ovos
1 colher de sopa de maizena
50gr de coco ralado
50 gr de margarina
raspa de uma laranja
caramelo liquido para barrar a forma
Preparação:
Coza a abóbora em água juntamente com um pau de canela. Depois de cozida deixe escorrer bem e passe com a varinha mágica até obter um puré.
À parte junte a maizena com o açúcar e o coco ralado. Adicione estes ingredientes secos ao puré de abóbora, misture bem e adicione depois os ovos, a raspa de laranja e a margarina derretida. Mexa muito bem para incorporar tudo e coloque a mistura na forma caramelizada.
Leve ao forno em banho-maria a 180º, cerca de 1 hora.
Deixe arrefecer e se possível mantenha algumas horas no frio antes de desenformar.
Os sonhos eram eximiamente confeccionados pela minha tia avó, outra das mulheres responsáveis pelo meu amor à cozinha, a par da minha mãe e da minha avó. Mas eram sonhos que continham em si a particularidade de levar uma calda diferente da calda habitual porque era uma calda de vinho tinto. Aliás ela dizia em tom de brincadeira que gostava de “embebedar os sonhos”…
Ingredientes para a massa dos sonhos:
2,5 dl de água
2,5 dl de leite
150 gr de margarina
350 gr de farinha
8 ovos grandes
Casca de limão
Sal q.b.
Óleo para fritar
Ingredientes para a calda:
½ chávena de chá de água
1 chávena de açúcar
1 chávena de vinho tinto de qualidade
1 pau de canela
1 casca de laranja
Preparação dos sonhos:
Leve ao lume, num tacho, a água com o leite, a margarina, a casquinha de limão e uma pitada de sal. Deixe ferver e junte a farinha de uma só vez, mexendo logo e batendo muito bem com colher de pau, para não granular. Mexa bem sobre o lume fraco até que a massa se descole do fundo do tacho.
Despeje então numa tigela , retire a casca de limão e deixe arrefecer.
Junte depois os ovos um a um, amassando sempre e batendo bem a massa que deve ficar fofa.
Deite óleo numa frigideira com cerca de dois dedos de altura. Leve ao lume e deixe aquecer, mas não muito. Seguidamente com uma colher de sopa deite porções de massa no óleo, deixando fritar muito lentamente com o lume no mínimo. Não frite muitos de cada vez pois se crescem bastante não caberão na frigideira. Durante a fritura vá virando os sonhos para ficarem grandes, lourinhos e fofos. Retire, deixe escorrer sobre papel absorvente, disponha num prato e regue com a calda.
Preparação da calda:
Junte na panela a água, o vinho, a casca de laranja, o pau de canela o açúcar e leve a lume médio, mexendo bem devagar, até ferver cerca de 5 minutos. Deixe repousar um pouco fora do lume e regue os sonhos.
A regueifa designa em Portugal um pão de romaria.É típica do Norte de Portugal, sendo conhecida desde o Minho até à região de Aveiro. Com a industrialização a regueifa, em especial no Entre-Douro-e-Minho, popularizou-se como pão domingueiro
O nome desta iguaria, assim como a forma tradicional de preparação, parecem intimamente ligados à massa original marroquina chamada rghaif e especificamente à variante chamada meloui, em que a massa é entrançada antes de cozer.
Esta minha regueifa é uma variação da regueifa tradicional porque lhe acrescentei frutos secos e um pouco de vinho licoroso.
Ingredientes:
Preparação:
Dissolva o fermento na água morna.
Noutro recipiente deite a farinha, a manteiga, o açúcar, a canela, os ovos, os frutos secos embebidos no vinho doce e por último o fermento. Bata com a batedeira ou à mão até descolar do recipiente.
Faça uma bola com a massa e coloque noutro recipiente polvilhada com farinha, cubra com um plástico e deixe levedar até triplicar o volume. Pode acelerar este processo se aquecer um pouco o forno e o desligar, colocando lá dentro a tigela com a massa.
Barre um tabuleiro com margarina.
Deite de novo a massa em cima de uma mesa polvilhada com farinha. E faça uma roda.
Cubra novamente com um plástico e deixe levedar mais 15 minutos.
Ligue o forno a 200ºc e pincele a massa com ovo batido. Polvilhe com frutos secos e açúcar. Leve ao forno 20 minutos.
Quando estiver cozida deixe arrefecer um pouco e sirva.
A Sericaia é um doce tipicamente alentejano cuja receita é de origem duvidosa: há quem diga que é proveniente da Índia, há quem diga que veio do Brasil. A verdade é que o doce começou a ser confeccionado por dois conventos alentejanos que reclamam a receita original: o Convento das Chagas de Vila Viçosa e o Convento das Clarissas de Elvas. De forma a tornar a rivalidade mais espicaçada, um convento chama ao doce Sericaia e o outro chama Sericá. É que o sabor do doce é único porque tem uma particularidade interessante: a textura fofa do doce é embelezada pelas famosas ameixas de Elvas. Estes frutos, de tradição abastada, e o seu molho de calda, são a junção de sabores únicos que nos levam a fechar os olhos e divagar.
Ingredientes:
0.5 l de leite
70 gr. de farinha
7 ovos
200 gr. de açúcar
3 colheres de sopa de canela em pó
casca de limão
1 pau de canela
Preparação:
Ferve-se o leite com a casca de limão e o pau de canela e deixe arrefecer. Depois dissolva a farinha com uma pitada de sal, num pouco de leite já morno, leve ao lume a engrossar, retire e deixe arrefecer. Noutro recipiente bata as gemas com açúcar até obter creme fofo. Misture o preparado de gemas ao de farinha depois de este ter arrefecido! Bata as claras em castelo e adicione ao preparado anterior com cuidado. Unta-se levemente com manteiga um prato grande de barro ou um recipiente semelhante e deite colheradas desencontradas do preparado. Polvilhe com canela e leve ao forno bem quente, cerca de 220 graus, até começar abrir uma espécie de fendas. Sirva frio, acompanhado de ameixas de Elvas.