Mostrar mensagens com a etiqueta Fritos salgados. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fritos salgados. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Raia Seca


A tradição da preparação de peixe seco por parte das comunidades piscatórias de muitas localidades do  litoral português, advém da necessidade da sua conservação para períodos de escassez, seja pelas condições do mar seja pela própria ocorrência sazonal dessas espécies.
Além de constituírem uma “reserva alimentar” para essas comunidades foram também, numa época em que a refrigeração era inexistente,  um recurso de conservação que permitia a comercialização deste pescado para pontos distantes do litoral.



As suas excepcionais características gastronómicas, que elevam algumas especialidades ao patamar “gourmet”.
Tal como acontece com o bacalhau, a secagem e a salga, transmitem aos peixes características muito diversas do seu consumo em fresco, com paladares mais ricos. 
Após um período de demolha mais ou menos prolongado (dependendo das espécies) as diferentes especialidades podem ser consumidas grelhadas, cozidas, cruas, guisadas….
A raia seca necessita de cerca de 48 horas com 4 a 5 mudanças de água de preferência, fresca.


Depois basta cortar em tiras, enxugar , passar por farinha de milho e fritar em óleo bem quente.




Esta raia contou com a companhia perfeita de uma favas cozidas e aromatizadas com ervas do quintal do meu pai. 






sexta-feira, 22 de junho de 2012

Arepas com recheio de Carne (cozinha Venezuelana)

Tudo começou com: “ Hoje vais comer algo diferente!”.

E é bem verdade que gosto de ser surpreendida com este tipo de mistérios gastronómicos…Não fiquei desiludida com o repasto que me foi apresentado. Uma iguaria venezuelana de nome “Arepas”.

A palavra arepa deriva de erepa, palavra que os índios Cumanagotos, antigos habitantes  da região hoje conhecida por Venezuela, usavam para se referir ao milho. Segundo outra perspectiva a palavra derivaria de aripo, uma placa de barro onde os índios coziam o milho.

A Arepa é um alimento elaborado a partir da farinha de milho típico da gastronomia  Venezuelana. Cada arepa apresenta uma forma circular achatada com cerca de dez a vinte centímetros de diâmetro. Pode servir de acompanhamento a outros alimentos ou então ser o prato principal de uma refeição recheadas com diversos recheios. Podem sem fritas ou grelhadas numa chapa bem quente.

Por isso nada como surpreender… aventure-se por outros sabores e desça à América do sul, saboreando umas fantásticas arepas!!!!

DSCF2386 

Ingredientes:

Massa:

  • 250 g de farinha de milho refinada pré-cozida ( na imagem abaixo e pode encontrar nas prateleiras  das grandes superfícies relativas aos produtos internacionais).

  • Água morna (suficiente para hidratar a farinha)

  • Sal q.b.

  • óleo para fritar

Recheio:

  • 500 g de carne picada (porco ou vaca)

  • Pimenta branca

  • Sal

  • Azeite

  • 1 pimentão cortado em tirinhas

  • 1 cebola grande bem picada

  • Uma lata de cogumelos laminados

  • 3 dentes de alho

  • piripiri q.b.

  • 2 pacotinhos de 200 ml de calda de tomate

  • oregãos a gosto

 DSCF2395

Preparação:

Massa:

Numa tigela colocar a água morna, 1 pitada de sal,  e a farinha de milho. Misturar muito bem até se obter uma massa consistente. Deixar descansar.

Recheio:

Refogar a cebola e o alho com o azeite . Acrescentar os cogumelos, deixar refogar mais um pouco. Depois adicionar o pimento, a carne, a pimenta e o tomate. Deixar refogar a carne até esta estar saborosa e bem cozinhada. Por fim adicionar os orégãos.

Arepas:
Aquecer bem o óleo numa frigideira . Fazer bolinhos do tamanho da mão e espalmar até que fique com o formato da foto.
Fritar dos dois lados, virando com cuidado.
Cortar a arepa ainda quente, colocar o recheio e depois saborear calmamente  esta fabulosa iguaria!!!!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

“Tortilla de Patata” da Rosa

No passado fim de semana que passei em Madrid tive o prazer de almoçar com duas graciosas amigas que vivem  naquela vibrante cidade e cuja amabilidade se materializou num excelente repasto típico espanhol.

À mesa partilhamos um belíssimo  queijo manchego curado e semi-curado, o imprescindível “jamon”, salada de azeitonas com pimentos, “tortilha de patata”, cabrito no forno… Um desfilar de sabores genuínos  que me encantaram e que  viajaram comigo até aos Doces Temperos  para vos aguçar o apetite  sobre a gastronomia de “nuestros hermanos”…

DSCF2273

A tortilla de batata estava deliciosa e fiquei surpresa com a sua simplicidade. Já tinha aprendido a confeccionar tortilla aquando de um curso de cozinha que frequentei em Barcelona. No entanto esta Tortilla da Rosa pareceu-me mais aveludada e menos pesada, porque só leva batata, ovo, azeite, sal e pimenta. Não deixem de experimentar…

DSCF2276

 Ingredientes:

3 batatas médias
4 ovos
6 colheres (sopa) azeite
2 colheres (sopa) água
Sal e pimenta q.b.

 DSCF2274

Preparação:

Descasque as batatas e corte-as em rodelas  finas. Aqueça o azeite numa  frigideira de bordos  redondos,  anti-aderente, (não muito quente). Disponha as rodelas de batata até cobrir o fundo da frigideira, salpique com sal e pimenta a gosto.

Coloque a água e tape a frigideira. Não deixe fritar as batatas mas sim cozer.

Bata os ovos como para omelete, coloque mais um pouco de sal e pimenta a gosto. Despeje os ovos por cima das batatas, tampe a frigideira e deixe cozinhar  em lume brando.

Quando estiver dourada em baixo e cozida por cima, vire-a para  um prato raso e coloque novamente na frigideira para dourar do outro lado.

farm2_static_flickr_com_1225_1352439197_48bc37fc1c

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Pataniscas de legumes

Quando passeio por Lisboa e os meus olhos se cruzam com  as “montras” das Tascas  e dos restaurantes baratos, saltam-me sempre à vista  e ao olfacto as travessas repletas de todo o tipo de fritos que se mostram pomposos da sua condição, fazendo esquecer a  má reputação de alimentos muito pouco recomendáveis para a saúde. No entanto não resisto a um bom panado, ao pastel de bacalhau, à chamuça e à patanisca. Por isso e no decorrer destas minhas andanças pela cidade, no outro dia, numa pequena tasca da rua da Madalena, a qual sinceramente não fixei o nome, provei uma inovação, pataniscas de legumes. É claro que continuo fã incondicional das nossas pataniscas de bacalhau mas também  estas me agradaram bastante  e por isso pesquisei uma receita e encontrei esta no blog da Mafalda Pinto Leite que me pareceu semelhante, exceptuando que as que provei tinham mais legumes e por isso alterei um pouco a receita.

Provem e comprovem pois são uma delicia!

http://mafaldapintoleite.blogs.sapo.pt/5019.html

DSC00588

Ingredientes:

meia chávena de farinha sem fermento

meia chávena de água com gás

meia chávena de cenoura ralada

meia chávena de curgete ralada

2 colheres de sopa de cebola picada

meio pimento vermelho cortado em tirinhas

1 ovo

1/4 de colher de chá de açafrão das Índias

1/4 de colher de chá de cominhos em pó

1 colher de chá de açúcar fino

1/4 de chávena de coentros picados

1/4 de chávena de óleo vegetal

sal e pimenta q.b.

DSC00560

Preparação:

Numa tigela grande, adicione a farinha, a água, o ovo, os cominhos, os coentros, o açafrão, o açúcar e o sal. Misture bem. Junte os legumes e misture.

Aqueça uma frigideira em lume médio-alto. Adicione o óleo e aqueça. Junte 2 colheres de sopa de massa por patanisca e cozinhe durante 2 minutos de cada lado ou até estar dourada. Escorra em papel absorvente. Adicione mais óleo se necessário. Tempere com sal e pimenta

DSC00565