Mostrar mensagens com a etiqueta viagens pelos sabores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta viagens pelos sabores. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

"Las perlas" de Vigo

Vigo é a maior cidade galega e também a porta de entrada das Rías Baixas, onde se situam as mais belas praias da região. Embora o seu porto (o principal do país em atividade pesqueira) exista desde o século xv, a cidade como a conhecemos hoje só se desenvolveu desde há 100 anos para cá.


 As ruas são muito movimentadas, mas lá do alto, dos parques do Castro e da Guia, é possível apreciar com tranquilidade as melhores vistas da cidade sobre a ria.


Vigo possui  uma forte tradição gastronómica ligada ao mar em virtude da sua situação geográfica e da principal actividade sempre ter sido a  pesca.
Uma das referências de Vigo é o “Mercado de Piedra”, no “casco viejo”, um lugar onde outrora se comercializavam  produtos de contrabando vindo de outras paragens como a penicilina ou álcool.
O mercado de Piedra é um mercado na rua onde as ostreiras vendem diariamente  ostras muito frescas provenientes da Ria.




Costumam-se comer cruas mas para os que não estão habituados a comer estes bivalves, existe a possibilidade de as comerem grelhadas acompanhandas de um bom vinho “albariño”.
 

Nas ruas que ladeiam o mercado de pedra existem muitos restaurante e tascas onde se pode  provar bom marisco e o famoso polvo à galega servido num circulo de madeira.

Não sendo uma cidade monumental Vigo atrai pela luz, pela paisagem, pelo mar, pela simplicidade que a caracteriza. Vale a pena uma visita!

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Raia Seca


A tradição da preparação de peixe seco por parte das comunidades piscatórias de muitas localidades do  litoral português, advém da necessidade da sua conservação para períodos de escassez, seja pelas condições do mar seja pela própria ocorrência sazonal dessas espécies.
Além de constituírem uma “reserva alimentar” para essas comunidades foram também, numa época em que a refrigeração era inexistente,  um recurso de conservação que permitia a comercialização deste pescado para pontos distantes do litoral.



As suas excepcionais características gastronómicas, que elevam algumas especialidades ao patamar “gourmet”.
Tal como acontece com o bacalhau, a secagem e a salga, transmitem aos peixes características muito diversas do seu consumo em fresco, com paladares mais ricos. 
Após um período de demolha mais ou menos prolongado (dependendo das espécies) as diferentes especialidades podem ser consumidas grelhadas, cozidas, cruas, guisadas….
A raia seca necessita de cerca de 48 horas com 4 a 5 mudanças de água de preferência, fresca.


Depois basta cortar em tiras, enxugar , passar por farinha de milho e fritar em óleo bem quente.




Esta raia contou com a companhia perfeita de uma favas cozidas e aromatizadas com ervas do quintal do meu pai. 






sexta-feira, 7 de abril de 2017

Queijinhos do Céu

Páscoa, ovos, amêndoa e a minha paixão pela Doçaria Conventual, conduziram-me a uma receita que há muito queria experimentar, Queijinhos do Céu.  
Antigamente as claras de ovo eram usadas para engomar os paramentos das igrejas, os hábitos de freiras e de frades. Diz-se ainda que as claras aveludavam os licores que os frades faziam e as cascas de ovo retinham-lhes o “pé”.
Mas o que fazer com tanta gema que sobrava? Não sem demora “transformaram-se” nestas coisas boas, os Queijinhos do Céu, doce conventual confeccionado em vários pontos do país como em Constância pelas Irmãs Clarissas ou em Mora no Alentejo
Da forma mais convencional, é moldado à mão um recipiente cilíndrico – o queijinho – feito de massa de amêndoa,  dentro do qual se introduz um  doce de ovo .
A minha reinterpretação desta receita adicionou-lhe canela e um formato mais arredondado. Mas o sabor, esse, manteve-se e é impossível resistir a estes pequenos pecados de Céu.




O que leva:
400 g de açúcar em pó
500 g de amêndoa em pó
200 g de doce de ovos
2 claras
uma colher de café de canela
Açúcar em pó para polvilhar



Como se faz:
Deite a amêndoa em pó e o açúcar para uma tigela e misture bem. Junte depois as claras e amasse muito bem com as mãos até ficar uma massa consistente.
Divida a mistura anterior em 18 porções, abra uma cavidade em cada uma delas, junte um pouco dos ovos-moles, dobre a massa e dê a forma de um queijinho pequeno, aconchegando bem com as mãos.
Polvilhe os "queijinhos" com açúcar em pó e canela.




terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Astúrias - O reino dos Queijos

Astúrias é a região no mundo com mais queijos autóctones. Existem cerca de 53 tipos de queijos elaborados e reconhecidos.
Reza a história que esta  imensa variedade de queijos tem origem  no reinado cristão da antiga Astúrias onde cada família tinha a sua própria receita de queijo e fazia questão de a guardar como uma espécie de tesouro familiar.


Hoje em dia é possível encontrá-los um pouco por toda a região, mas sem dúvida que descobrirá sabores únicos em mercados como o de Cangas de Onis, um dos muitos “pueblos” encantadores dos Picos da Europa.


O queijo Cabrales, o Gamonedo e o Afuega’l Pitu são os  três únicos queijos Asturianos com "denominación de Origen" Espanhola mas existem muitos outros tipos de queijos de cabra, vaca, ovelha, mistura, fumados, azul, cremosos, curados etc…




Fica a titulo de curiosidade a lista de queijos autóctones das Astúrias, muitos deles ainda elaborados de maneira artesanal.

Queijos de vaca

· Queso de El Carballo: Taramundi. Duas variedades com e sem nozes.
· Queso de Oscos: Grandas de Salime.
· Queso de Abredo: Coaña.
· Queso de Xenestoso: Cangas del Narcea. A sua produção é mínima.
· Queso del Valle del Narcea: Salas.
· Queso de Fuente: Proaza.
· Queso de Afuega'l pitu:
· Queso de La Peral: Illas.
· Queso Varé ecológico: Siero. Neste caso, leite de vaca e um dos poucos queijos ecológicos de Asturias. Certificado pelo Conselho Regulador da Agricultura Ecológica Asturiana.
· Queso Ovín: Nava. Existem três variedades: vaca, cabra e ovelha.
· Queso de Urbiés: Mieres. De produção muito escassa.
· Queso Casín: Caso e Sobrescobio.
· Queso de Los Beyos: Ponga y Amieva
· Queso de Caxigón: Cabrales.
· Queso de Canal de Ciercos: Peñamellera Baja. Durante alguns meses do ano  elabora-se também este queijo com leite de cabra e ovelha.
· Queso Monje: Peñamellera Baja. Variedad normal e picante (Queso Monje Picón).
· Queso Cueva de Llonín: Peñamellera Alta.
· Queso de Miranda: Alto de La Miranda
· Queso de Los Carriles
· Queso de Injestu
· Queso de Piedra





Queijos de cabra

· Queso Varé: Siero.
· Queso Ovín: Nava.

· Queso de La PeñaSan Martín del Rey Aurelio.
· Queso de Collada: Amieva.
· Queso Cuevas del Mar: Llanes.
· Queso de Peña Tú: Llanes.
· Queso de Porrúa: Llanes.
· Queso de La Chivita: Peñamellera Baja.
· Queso de El Boxu: Queijo elaborado em Soto de Cangas de Onís


Queijos de ovelha

· Queso de Jalón: Cangas del Narcea.
· Queso Ovín. Nava.
· Queso de Collada: Amieva.
· Queso Oveyeru: Amieva.
· Queso de Porrúa: Llanes.

Queijos de mistura de leites

· Queso de Madelva: Piloña. Leite de vaca e ovelha.
· Queso de Gamonedo: Cangas de Onís e Onís
· Queso de Cabrales
· Queso de Urriellu: Llanes. Leite de vaca e cabra.
· Queso de Pría: Llanes. Leite de vaca e ovelha.
· Queso de Vidiago: Llanes. Leite de vaca e cabra.
· Queso de Peñamellera: Peñamellera Alta. Elaborado com os três tipos de leites.
· Queso de La Chivita: Peñamellera Baja. Vaca e cabra.
· Queso Rozagás: localidade de Llanes
· Queso de Arangas






quinta-feira, 17 de maio de 2012

“Tortilla de Patata” da Rosa

No passado fim de semana que passei em Madrid tive o prazer de almoçar com duas graciosas amigas que vivem  naquela vibrante cidade e cuja amabilidade se materializou num excelente repasto típico espanhol.

À mesa partilhamos um belíssimo  queijo manchego curado e semi-curado, o imprescindível “jamon”, salada de azeitonas com pimentos, “tortilha de patata”, cabrito no forno… Um desfilar de sabores genuínos  que me encantaram e que  viajaram comigo até aos Doces Temperos  para vos aguçar o apetite  sobre a gastronomia de “nuestros hermanos”…

DSCF2273

A tortilla de batata estava deliciosa e fiquei surpresa com a sua simplicidade. Já tinha aprendido a confeccionar tortilla aquando de um curso de cozinha que frequentei em Barcelona. No entanto esta Tortilla da Rosa pareceu-me mais aveludada e menos pesada, porque só leva batata, ovo, azeite, sal e pimenta. Não deixem de experimentar…

DSCF2276

 Ingredientes:

3 batatas médias
4 ovos
6 colheres (sopa) azeite
2 colheres (sopa) água
Sal e pimenta q.b.

 DSCF2274

Preparação:

Descasque as batatas e corte-as em rodelas  finas. Aqueça o azeite numa  frigideira de bordos  redondos,  anti-aderente, (não muito quente). Disponha as rodelas de batata até cobrir o fundo da frigideira, salpique com sal e pimenta a gosto.

Coloque a água e tape a frigideira. Não deixe fritar as batatas mas sim cozer.

Bata os ovos como para omelete, coloque mais um pouco de sal e pimenta a gosto. Despeje os ovos por cima das batatas, tampe a frigideira e deixe cozinhar  em lume brando.

Quando estiver dourada em baixo e cozida por cima, vire-a para  um prato raso e coloque novamente na frigideira para dourar do outro lado.

farm2_static_flickr_com_1225_1352439197_48bc37fc1c