segunda-feira, 1 de maio de 2017
Raia Seca
A tradição da preparação de peixe seco por parte das comunidades piscatórias de muitas localidades do litoral português, advém da necessidade da sua conservação para períodos de escassez, seja pelas condições do mar seja pela própria ocorrência sazonal dessas espécies.
Além de constituírem uma “reserva alimentar” para essas comunidades foram também, numa época em que a refrigeração era inexistente, um recurso de conservação que permitia a comercialização deste pescado para pontos distantes do litoral.
As suas excepcionais características gastronómicas, que elevam algumas especialidades ao patamar “gourmet”.
Tal como acontece com o bacalhau, a secagem e a salga, transmitem aos peixes características muito diversas do seu consumo em fresco, com paladares mais ricos.
Após um período de demolha mais ou menos prolongado (dependendo das espécies) as diferentes especialidades podem ser consumidas grelhadas, cozidas, cruas, guisadas….
A raia seca necessita de cerca de 48 horas com 4 a 5 mudanças de água de preferência, fresca.
Depois basta cortar em tiras, enxugar , passar por farinha de milho e fritar em óleo bem quente.
Esta raia contou com a companhia perfeita de uma favas cozidas e aromatizadas com ervas do quintal do meu pai.
sábado, 5 de abril de 2014
Pataniscas de bacalhau
Diz-se que as pataniscas são originárias de Lisboa, nascidas das aparas de bacalhau que os galegos guardavam nas suas tabernas no séc. XIX. Os galegos emigraram para Lisboa desde a época dos Descobrimentos para trabalharem na indústria naval, e mais tarde no Aqueduto das Águas Livres. Pela capital foram abrindo tabernas e carvoarias. Os lisboetas chegaram a pedir que fossem expulsos da cidade, porque, diziam que os galegos roubavam empregos. Pina Manique recusou-se a expulsá-los. "E depois quem é que mete as mãos no carvão?", perguntou ao povo. Ninguém. Ficaram os galegos, as tabernas e as pataniscas.
As pataniscas hoje confeccionam-se um pouco por todo o Portugal e esta receita de pataniscas bem caseira é disso um exemplo porque é da Beira Litoral. É uma das que mais me agrada pela sua textura suave e fofa, daquelas que nos fazem comer uma e mais uma e outra e mais outra…
Ingredientes:
500g de bacalhau
4 ovos
200ml de leite
salsa
1 cebola média picadinha
pimenta q.b.
300g de farinha branca de neve
Sal q.b.
Óleo q.b. para fritar
Preparação:
Mistura-se a farinha o sal e a pimenta.
Juntam-se os ovos e mexe-se tudo com a colher de pau. Junta-se o bacalhau, previamente limpo de peles e espinhas e desfiado, a cebola e a salsa. Depois é só fritar às colheradas, e pôr a escorrer sobre papel absorvente.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
JARDINEIRA DE CHOCO
domingo, 4 de maio de 2008
PEIXE À BRÁS
É uma daquelas receitas úteis para aqueles dias em que o tempo é escasso para cozinhar.
- Preparação:
sábado, 3 de maio de 2008
LULAS RECHEADAS NO FORNO
Gosto muito de fazer as lulas recheadas e cozinhadas deste modo, ou seja assadas no forno. No entanto recomendo vivamente que só se confeccione este prato se as lulas forem grandes ou então pode-se também utilizar potas grandes, que até são mais faceis de encontrar à venda.
- Preparação:
sábado, 19 de abril de 2008
ATUM DELICIA
Esta receita é muito simples e rápida e costumo fazer com lombos de pescada. No entanto também é muito agradável com postas de espadarte ou atum.
- Preparação:
Refogar a cebola picada grosseiramente com o alho e o azeite até alourar. Juntar o atum e deixar refogar cerca de 5 min. Depois adicionar o vinho, a calda de tomate, o molho inglês, a folha de louro, e o caldo de carne e cozinhar até apurar . Rectificar os temperos e servir polvilhado de salsa picada acompanhado de puré de batata, arroz branco ou batata frita aos cubos.



