quarta-feira, 12 de abril de 2017

Workshop Doces Temperos no CHOCO ARTE in Tejo


Mais uma vez o Doces Temperos está presente  no evento Choco Arte - Dolce Vita Tejo com dois workshops a realizar dia 8 e 15 de Abril:
- Bombons de Chocolate ( 11 horas)
- Ovos de Chocolate ( 16 horas)

Apareçam!













sexta-feira, 7 de abril de 2017

Queijinhos do Céu

Páscoa, ovos, amêndoa e a minha paixão pela Doçaria Conventual, conduziram-me a uma receita que há muito queria experimentar, Queijinhos do Céu.  
Antigamente as claras de ovo eram usadas para engomar os paramentos das igrejas, os hábitos de freiras e de frades. Diz-se ainda que as claras aveludavam os licores que os frades faziam e as cascas de ovo retinham-lhes o “pé”.
Mas o que fazer com tanta gema que sobrava? Não sem demora “transformaram-se” nestas coisas boas, os Queijinhos do Céu, doce conventual confeccionado em vários pontos do país como em Constância pelas Irmãs Clarissas ou em Mora no Alentejo
Da forma mais convencional, é moldado à mão um recipiente cilíndrico – o queijinho – feito de massa de amêndoa,  dentro do qual se introduz um  doce de ovo .
A minha reinterpretação desta receita adicionou-lhe canela e um formato mais arredondado. Mas o sabor, esse, manteve-se e é impossível resistir a estes pequenos pecados de Céu.




O que leva:
400 g de açúcar em pó
500 g de amêndoa em pó
200 g de doce de ovos
2 claras
uma colher de café de canela
Açúcar em pó para polvilhar



Como se faz:
Deite a amêndoa em pó e o açúcar para uma tigela e misture bem. Junte depois as claras e amasse muito bem com as mãos até ficar uma massa consistente.
Divida a mistura anterior em 18 porções, abra uma cavidade em cada uma delas, junte um pouco dos ovos-moles, dobre a massa e dê a forma de um queijinho pequeno, aconchegando bem com as mãos.
Polvilhe os "queijinhos" com açúcar em pó e canela.




segunda-feira, 3 de abril de 2017

Pãezinhos recheados com farinheira e queijo creme com ervas finas



Farinheira e pão... Dois imprescindíveis  da nossa gastronomia!
A farinheira é um enchido cuja  autoria se atribui aos  judeus portugueses. Estes, no tempo em que decorria a inquisição, elaboravam e consumiam a farinheira como forma de simularem o consumo de carne de porco, dado que esta é a grande parte do seu recheio assim como de outros enchidos.
A farinheira como o seu próprio nome indica, leva na sua composição farinha, que tanto pode ser de trigo como de milho, de forma a conseguir-se uma massa à qual  é adicionada massa de pimentão, colorau e vinho para além da gordura de porco. Nalgumas regiões é também frequente a adição de sumo de laranja.
Quanto à sua preparação sabe-se que esta composição é metida dentro de tripas previamente preparadas, mas que tem uma particularidade e que faz a diferença dos outros enchidos: a tripa não é completamente cheia. Para terminar, a sua cura é feita no fumeiro tal como os outros enchidos que conhecemos. No que se refere à conservação o melhor mesmo é deixa-la num lugar bem fresco para que não azede.
Nesta  receita juntei a farinheira ao pão para confeccionar uma entrada  que é uma verdadeira tentação!!!


O que leva:

1 farinheira
4 pãezinhos tipo bolinhas de trigo
1/2 cebola pequena, muito bem picada
1 dente de alho picado
2 colheres sopa de queijo creme com ervas finas ( tipo philadelphia)
2 colheres de sopa natas ou leite
1 fio de azeite 
Oregãos q.b.
Tomilho q.b.
50 g de azeitonas pretas picadas
150 g de queijo  picado grosseiramente




Como se faz:

Comece por retirar a parte superior do pão, de modo a que fique com uma espécie de taça. Retire todo o miolo do seu interior e reserve as tampinhas de pão.
Aqueça um fio de azeite e junte-lhe a cebola e o dente de alho, picados, deixe-a amolecer e acrescente  a farinheira, sem pele e desfeita. Mexa, em lume brando, regue com o leite ou as natas, misturando bem. Junte as azeitonas, tempere com uma pitada de sal e os oregãos, envolva tudo bem e deixar cozinhar, em lume brando, até o molho ter uma consistência espessa. Por fim, acrescente o tomilho e, se achar necessário, retifique o sal.
Recheie o pão, polvilhe-o com o queijo ralado grosseiramente e leve-o ao forno, pré-aquecido a 180ºC, durante 10 minutos ou até gratinar e alourar um pouco.
Sirva quente acompanhado de tostas ou com o próprio pão



terça-feira, 28 de março de 2017

Pão-de-Ló da Ana

Diz-se que a receita do pão-de-ló húmido terá sido resultado de um acaso. Consta que por erros de cozedura uma freira terá antecipado a saída do forno de um pão-de-ló e daí ter ficado cremoso, o que faz as delícias dos seus apreciadores. A freira seria do Convento de Cós, próximo de Alcobaça, e a atrapalhação, reza a lenda (que tanto atribui o "erro" à freira como a senhoras da terra, que teriam aprendido a receita com as freiras), teria sido provocada por uma visita do rei D. Carlos .  O nervosismo da freira fez com que o bolo saísse do forno antes do tempo e isso acabou por o tornar único.


O pão-de-ló da Ana não é arte do acaso mas sim da alegria  com que o confecciona tornando todos aqueles que o provam indubitavelmente mais felizes.

Obrigada, Ana, por amavelmente me teres brindado com o teu marvilhoso bolinho e cedido a respectiva receita!!!


O que leva:

(para uma forma sem buraco de 20 cm)

4 ovos
8 gemas
uma chávena  de chá de açúcar

meia chávena de farinha (com fermento)



Como se faz:

Forre uma forma redonda sem buraco, com papel vegetal e unte o papel com margarina ou manteiga.

Pré aqueça o forno a 230º

Bata com a batedeira os ovos inteiros com  o açúcar durante 10 minutos.
A gemada tem de adquirir volume. Adicionam-se as gemas e bate-se mais 10 minutos.
Depois a farinha peneirada sobre a gemada e mistura-se lentamente até ficar bem envolvida
Deita-se na forma previamente untada e vai ao forno durante 10 minutos a 230º .
Os lados devem ficar cozidos

mas o centro deve permanecer húmido.
Retire do forno, aguarde uns minutos e desenforme com a ajuda do papel vegetal.
Deixe arrefecer e sirva ainda morno ou frio.





domingo, 19 de março de 2017

Areias de São José

São provavelmente os biscoitos mais fáceis de fazer. Daqueles que apetece ter sempre à mão para ir saciando um ou outro golpe de fome. Hoje resolvi dar-lhes um toque diferente e adicionei raspa de lima e canela com uma pitada de erva doce.
Resultou muito bem!!!
E como hoje é dia de São José decidi dar-lhes o nome do padroeiro dos pais aproveitando para apelar aos papás deste mundo para cozinharem para os  filhotes. Garanto-vos que eles vão adorar...
Feliz Dia do PAI !!!!




O que leva:

150 GR DE AÇÚCAR
320 G DE FARINHA
200 G DE  MANTEIGA ( COM VAQUEIRO SABOR A MANTEIGA TAMBÉM FICAM ÓPTIMAS)

RASPA DE LIMÃO OU LIMA
1 COLHER DE CAFÉ DE CANELA COM UMA PITADA DE ERVA DOCE MOÍDA
AÇÚCAR E CANELA Q.B.



Como se faz:

1. Peneire a farinha juntamente com o açúcar. Faça uma cova ao meio e deite aí a manteiga a  em bocadinhos, a canela e a raspa de limão. Trabalhe com as pontas dos dedos, até ficar em areia.

2. Retire pedacinhos de massa e molde em bolinhas do tamanho de nozes pequenas.Coloque-as num tabuleiro forrado com papel vegetal e achate-as levemente com as costas de um garfo.
3. Leve a cozer em forno médio (180º C) durante cerca de 10 minutos.
4. Passe as areias, ainda quentes, por açúcar e guarde-as quando estiverem completamente frias em caixas ou frascos que fechem hermeticamente.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Ávila y sus YEMAS


Ávila é uma cidade da região Espanhola de Castilla Leon , património da Humanidade, que nos impressiona ao primeiro olhar pela sua muralha medieval, a única construção militar cristã que se conserva tal e qual foi construída e a maior e mais bem preservada da Europa com 2,5 kms de extensão, 9 portas e 87 torres redondas espaçadas por 20 metros cada .
A cidade é banhada pelo rio Adaja e é a capital de província mais alta de Espanha, com 1131 m de altitude.



Além de possuir um vasto e notável património como a sua catedral gótica, a primeira a ser construída em Espanha, oferece-nos também uma gastronomia rica e variada da qual se destaca o Chuleton (bife de Novilho), as famosas tapas com produtos da região ou a doçaria de origem Conventual encabeçada pelas yemas de Ávila ou yemas de Santa Teresa que mereceram a minha especial atenção. 
As antigas e charmosas pastelarias como A Flor de Castilla ou a Munoz Iselma situada na Plaza Mayor, oferecem-nos ainda outras maravilhas da doçaria de Ávila como os lindíssimos doces de massapão ou as pastas de San Juan de La Cruz ( massapão , doce de ovo e frutos secos).

                                      GEMAS DE SANTA TERESA OU GEMAS DE ÁVILA

Reza a história que as gemas de Santa Teresa ou gemas de Ávila são de origem árabe e que foram depois adaptadas e melhoradas pelas monjas do mosteiro de Santa Teresa de Ávila antes da reforma do Carmelo. Os doces eram ocasionalmente oferecidos pelas monjas à população o que levou a que alguns pasteleiros da cidade se dedicassem a tentar confeccionar o tão cobiçado doce, iniciando-se a sua bem sucedida comercialização nas confeitarias da cidade, a partir dos meados do século XIX , protegendo sempre as receitas, transmitindo-as de pais para filhos de forma QUASE secreta.



Receita

O que leva:
12 gemas
150 g de açúcar
150ml de água
Raspa de um limão
Açúcar em pó

Como se faz:

Ferva a água com o açúcar e o limão até que alcance o ponto de espadana (cerca de 117 graus).
Bata as gemas e passe por um passador fino.
Deite a calda de açúcar  nas gemas e leve a lume brando até que se desprendam das paredes da panela. Deixe arrefecer.
Polvilhe com açúcar em pó uma superfície lisa, coloque aí a massa e faça um "rolo".
Corte e modele pequenas bolas , passando sempre pelo açúcar para facilitar o manuseamento.