segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Despedidas

Quanta tristeza
Há nesta vida
Só incerteza
Só despedida
Amar é triste
O que é que existe?
O amor
Ama, canta
Sofre tanta
Tanta saudade
Do seu carinho
Quanta saudade
Amar sozinho
Ai de quem ama
Vive dizendo
Adeus, adeus

Vinícius de Moraes

Este é um dos muitos poemas de Vinícius de Morais entre tantos outros que eu adoro. Lembrei-me dele por vários motivos mas também a propósito destes bolinhos que são uma receita da minha avó e que segundo me recordo se ofereciam ás pessoas no final de  um baptizado, casamento ou até no final de uma estadia de férias. Uma espécie de  consolo para tornar a  tristeza da despedida mais doce. Actualmente muitas pessoas vivem voltadas para si próprias, para o seu mundo, indiferentes aos sentimentos dos outros e  esquecem-se de pequenos gestos, de palavras que podiam fazer de uma despedida um momento diferente em vez de a transformar numa mágoa profunda. Vamos pois fazer as "despedidas"    para que sempre que chegar a hora do adeus, esta seja suave e doce.

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Ingredientes:

500 gr de farinha sem fermento

80 gr de fermento de padeiro

1 dl de água morna

2 ovos

100 gr de açúcar

100 gr de manteiga levemente derretida

1 colher de chá de canela

1 colher de sobremesa de erva doce

100 gr de frutos secos ( passas, nozes, avelãs, amêndoas)

1 cálice de aguardente ou vinho do porto

raspa de 1 limão

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Preparação:

Numa tigela abre-se um buraco e no centro deita-se o fermento de padeiro dissolvido com a água morna. Amassa-se com um pouco de farinha e deixa-se repousar essa pequena bola cerca de 15 minutos. Passado esse tempo adiciona-se o açúcar, os ovos a manteiga, a canela, a erva doce, os frutos secos, o vinho do porto ou aguardente e a raspa. Amassa-se e soca-se muito bem  durante dez minutos, até formar uma bola. Se ficar muito mole vá juntando um pouco de farinha. Tapa-se com um pano e deixa-se levedar para o dobro. ( Para levedar mais rápido eu ligo o forno, deixo aquecer um pouco e desligo. Depois ponho a tigela lá dentro com esse calor).

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Depois de levedada a massa  retiram-se  pequenas porções e fazem-se bolas, tranças, caracóis, o que a imaginação ditar. Acomodam-se num tabuleiro levemente untado de margarina, não muito próximas umas das outras porque crescem bem, pincelam-se com ovo batido e polvilham-se com açúcar. Cozem cerca de 15 minutos ou até ficarem lourinhos.

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7 comentários:

isabel disse...

Ninguém gosta de despedidas, mesmo as mais docinhas deixam sempre uma tristeza e muitas saudades no coração. Mas ESTAS maravilhosas despedidas (e ainda mais especiais por serem receitas de um ente querido) não me importo de as enfrentar frequentemente!
O post está muito bonito com esse belo poema!
Beijinho e boa semana.

Xana disse...

Despedida é sempre triste, e saudade magoa pra sempre...
Os bolinhos devem estar uma delícia..
beijinhos

Bella disse...

Que bolinhos mais lindos! Bjs

Gina disse...

Amélia,
Ainda bem que há essas despedidas doces e deliciosas para amenizar esses momentos. Adoro pães doces, mas estou de dieta...
Bjs.

ameixa seca disse...

Se todas as despedidas fossem assim :) Maravilhosas!

moranguita disse...

as despedidas sao triste e delorososas
eu que o diga que detesto despedir do namorado todas as semanas:-(
estes bolinhos vao me alegrar a barriguinha.
beijinhos

mariana disse...

Olá Amélia (:

Gostava que me ajudasse numas dúvidas culinárias se não fosse incómodo para si!

Agradeço a atenção,


beijinhos e parabéns pelo blog